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A
Europa encontrar-se em uma posição tão próxima do abismo, no qual em sua crise
financeira, tem seus bancos "extremamente sub-capitalizados", e seus
governos vêem demonstrando serem incapazes de socorrê-los, em razão de suas
inúmeras restrições fiscais, acabam por enfrenta uma insuficiência no
crescimento econômico. E esta não é capaz de se auto sustentar, nem resolver
seu problema bancário e fiscal vigente, nem mesmo empregando seu Fundo de
Estabilização Financeira, pois o valor necessário para exaurir a crise é
"substancialmente maior" que a existente. Levando em conta o risco de
recessão agravar ainda mais o problema. "Nas circunstâncias, um
declínio lento e gradual parece mais provável do que um grande colapso." (Walter Laqueur)
A crise
européia não se restringe apenas à esfera econômica, para “entender” a crise
tem que entender o contexto europeu, indo além da historia dita atual, pois a
crise que se abastece sobre o continente, tem seus resquícios de tempos
longínquos. Desde a guerra dos cem anos do século XVII, a Europa foi atingida
por diversas guerras, culminando com as duas grandes guerras colocaram diversos
confrontos armados entre as próprias potencias européias.
Os governantes não conseguiram descobrir
uma saída para a crise da dívida, inúmeras tentativas para a resolução foram
apresentadas, porem não resolveu por completo a crise, só adiou-a, aproximando-se
até mesmo de acentuar os problemas fundamentais. As conferencias realizadas
para solucionar os problemas deram poucas saídas para salvar os países da
crise, porem condicionado à imposição de drásticas medidas de austeridade.
Um grande alvoroço teve relação ao envolvimento
de credores privados nas dívidas, sua participação foi estabelecida, porem com
a analise mais detalhada revela sua duplicidade, pois bancos, seguradoras e
outros credores privados podem resgatar seus títulos gregos com uma pequena
margem de perda ou trocá-los por títulos novos, de longo prazo cujo pagamento é
tem garantia,colocando os riscos futuros nas costas da população. Mesmo com os
resultados obtidos a redução da divida pode ser considerada uma gota neste
oceano que submerge a crise.
A crise financeira de 2008 devastou as
finanças públicas, e acaba por refletir na crise atual, pois a é o resultado de
um roubo sistemático dos cofres para o desenvolvimento da classe dominante custeada
pela população trabalhadora em contrapartida os impostos sobre as indústrias foram
diminuindo continuamente. Ocasionando um rápido aumento da riqueza privada e o número
de milionários, que crescer apesar da crise.
Nos anos de 1920, Leon Trotsky alertou que a
burguesia européia não era capaz de unificar a Europa sob os interesses de sua
população. Pois o capitalismo é baseado na propriedade privada, no monopólio e no
lucro pessoal, de outro lado os interesses do povo não garantiriam uma convivência
da harmonia com a solidariedade entre os povos europeus. Isso se concretiza,
dramaticamente, nos dias atuais. O discurso dos partidos burgueses de direita e
de "esquerda" para a saída da crise pendem entre o nacionalismo, de
um lado, e a "salvação da Europa" com o empobrecimento de seu povo do
outro lado. Assim ambas as estradas levam à decadência social, ditadura e
guerra como o exemplo de 1930. Na busca de soluções alguns historiadores na reorganização da
Europa sobre bases socialistas.
.
Porem a grande crise que afetou a economia mundial em 2008, que muitos analisam como agravante dos problemas financeiros de nações menos abastadas UE¹, ao analisar bem as duas crises tende-se a discórdia deste ponto de vista, pois o que piorou e deu bases para a crise atual foram, não desconsiderando o papel da crise “anterior”, as medidas alavancadas do governo que para evitar a quebra desses países, foram preparados pacotes bilionários de ajuda, mas a medida além de não conseguir aumentar a arrecadação nem estancar por completo a crise financiou mais dívidas. .
Para o economista e escritor Rodrigo Constantino, o grande erro por parte dos governos foi e ainda é consumir mais do que se junta. “Os investidores começaram a exigir taxas de juros cada vez maiores, por conta do risco maior de default (calote, ou não pagamento por parte das nações endividadas) e uma expectativa de deterioração à frente. Sem drásticas reformas fiscais, a conta simplesmente não fecha”, explica.
O caso mais delicado é o da Grécia, a nação que outrora foi um império, berço da civilização ocidental, hoje está com a beira do abismo, com suas finanças quase em ruínas, travando um rombo nas contas públicas, “cujo valor chega a 113% do seu PIB (é a soma de todas as riquezas produzidas do país)”. Então, mesmo se usassem tudo o que produziram em um ano para pagar as dívidas, os gregos ainda estariam a um passo do abismo. A paisagem é tão crítica que motivou a usarem a FMI, que funciona como um banco mundial, a proporem uma ajuda de 110 bilhões de euros para os gregos, no entanto, provocou instabilidade nas bolsas de valores ao redor do planeta, que vêm sofrendo constantes quedas. .
Apesar da Grécia já ter começado a pagar parte de suas dívidas, Constantino vê com cautela essa intervenção da UE. “O excesso de intervenção direta dos governos, como mais regulação, pode atrapalhar mais que ajudar. Isso gera incerteza ainda maior nos agentes de mercado, e pode engessar as inovações e o progresso”, garante. Pois não há garantias futuras de que a crise extinguira, o que piora a situação, pois quando se trata de dinheiro os homens viram lobos do próprio homem, e quando isso ocorre sempre tem quem queira pegar um pouco para si. .
Rodrigo Constantino esclarece que a crise, excepcionalmente, não se restringe nem se restringirá aos PIIGS. “Esses países sem dúvida estão numa situação muito mais preocupante, principalmente a Grécia e a Espanha. Mas o problema é geral na Europa, e até mesmo os Estados Unidos não escapam. O excesso de crédito no mundo, estimulado pelos próprios bancos centrais e governos, parece ter encontrado seu limite”. Um exemplo do que Constantino nos mostra foi o excesso intervencionismo do “New Deal” no período da crack da bolsa de 1929. Porem nao inibe de afetar a economia do Brasil, pois os preços podem despencar e o impacto será grandioso já que os próprios pais
exportam inúmeros produtos. .
O medo que se alastra é de um contágio que varresse todo o continente europeu fazendo com que os meros problemas gregos se tornassem um fenômeno de proporções dantescas. O que conseqüentemente, pediam-se a criação de pacotes de socorro financeiro que impedissem tal contágio, com exemplo da crise passada, sem considerar os riscos que ela causou.
Porem a grande crise que afetou a economia mundial em 2008, que muitos analisam como agravante dos problemas financeiros de nações menos abastadas UE¹, ao analisar bem as duas crises tende-se a discórdia deste ponto de vista, pois o que piorou e deu bases para a crise atual foram, não desconsiderando o papel da crise “anterior”, as medidas alavancadas do governo que para evitar a quebra desses países, foram preparados pacotes bilionários de ajuda, mas a medida além de não conseguir aumentar a arrecadação nem estancar por completo a crise financiou mais dívidas. .
Para o economista e escritor Rodrigo Constantino, o grande erro por parte dos governos foi e ainda é consumir mais do que se junta. “Os investidores começaram a exigir taxas de juros cada vez maiores, por conta do risco maior de default (calote, ou não pagamento por parte das nações endividadas) e uma expectativa de deterioração à frente. Sem drásticas reformas fiscais, a conta simplesmente não fecha”, explica.
O caso mais delicado é o da Grécia, a nação que outrora foi um império, berço da civilização ocidental, hoje está com a beira do abismo, com suas finanças quase em ruínas, travando um rombo nas contas públicas, “cujo valor chega a 113% do seu PIB (é a soma de todas as riquezas produzidas do país)”. Então, mesmo se usassem tudo o que produziram em um ano para pagar as dívidas, os gregos ainda estariam a um passo do abismo. A paisagem é tão crítica que motivou a usarem a FMI, que funciona como um banco mundial, a proporem uma ajuda de 110 bilhões de euros para os gregos, no entanto, provocou instabilidade nas bolsas de valores ao redor do planeta, que vêm sofrendo constantes quedas. .
Apesar da Grécia já ter começado a pagar parte de suas dívidas, Constantino vê com cautela essa intervenção da UE. “O excesso de intervenção direta dos governos, como mais regulação, pode atrapalhar mais que ajudar. Isso gera incerteza ainda maior nos agentes de mercado, e pode engessar as inovações e o progresso”, garante. Pois não há garantias futuras de que a crise extinguira, o que piora a situação, pois quando se trata de dinheiro os homens viram lobos do próprio homem, e quando isso ocorre sempre tem quem queira pegar um pouco para si. .
Rodrigo Constantino esclarece que a crise, excepcionalmente, não se restringe nem se restringirá aos PIIGS. “Esses países sem dúvida estão numa situação muito mais preocupante, principalmente a Grécia e a Espanha. Mas o problema é geral na Europa, e até mesmo os Estados Unidos não escapam. O excesso de crédito no mundo, estimulado pelos próprios bancos centrais e governos, parece ter encontrado seu limite”. Um exemplo do que Constantino nos mostra foi o excesso intervencionismo do “New Deal” no período da crack da bolsa de 1929. Porem nao inibe de afetar a economia do Brasil, pois os preços podem despencar e o impacto será grandioso já que os próprios pais
exportam inúmeros produtos. .
O medo que se alastra é de um contágio que varresse todo o continente europeu fazendo com que os meros problemas gregos se tornassem um fenômeno de proporções dantescas. O que conseqüentemente, pediam-se a criação de pacotes de socorro financeiro que impedissem tal contágio, com exemplo da crise passada, sem considerar os riscos que ela causou.
Contudo, nenhum tipo de
contágio está acontecendo, pois para entender o que é contagio Anna Schwartz, explica
que "Contágio, se o termo for usado corretamente, ocorre somente em
circunstâncias nas quais outros países, que estão livres dos problemas do país
que vivenciou em primeira mão os problemas em questão, ainda assim ganham uma
injustificável desafeição dos investidores". Então esse
"contágio" não se aplica de forma alguma à atual crise da dívida da
zona do euro, nenhum país
dentro da zona do euro parece se encaixar na
definição convencional da palavra, pois todas as suas crises possuem
a mesma causa básica.
A valorização das
moedas ocorreu quando teve a conversão monetária no inicio do século XXI, como
a adoção do euro que constituiu um valor comum para todas as moedas. A
decorrência dessa conversão foi uma expansão potente do consumo nos países, a
qual foi instigada pelas importações barateadas, os preços reais dos bens
importados caíram dramaticamente. Em conseqüência da adoção do euro
vivenciou o efeito oposto, pois ocasionou um desequilibrou. Já que iniciava um política
monetária centralizada, que suscitou efeitos prejudiciais para todos. Essa
sim é o real drama do euro, pois não podem abandonar a moeda comum e nem
monetizar suas dívidas os país europeus estão altamente endividado.
Assim as
mudanças se eram tomadas como necessárias, agora se tornaram urgentes. A
população da Europa está envelhecendo em passos acelerados. O desemprego acendeu
e indústrias tradicionais se alteraram para a Ásia, região que geralmente
apresentava pouca competitividade nos mercados globais.
A
Europa foi o berço e a locomotiva da civilização por vários séculos, formando
os principais pilares do mundo Ocidental. No entanto, a crise começa a ameaçar
esta liderança. A Europa perde forças no cenário mundial, e podemos estar perante
o começo de seu declínio. Essa é a tese defendida pelo historiador Walter
Laqueur no livro Os Últimos Dias da Europa, o autor adverte que a
história tem inúmeros casos de países e impérios que desapareceram ou sucumbiram
sua hegemonia. A Europa não está livre dessa ameaça, e pode acabar por se alterar-se
em um grande museu. Quanto a esta probabilidade para a Europa não é infundado,
pois segundo o autor ”O debate deve se dar em
torno dos valores da Europa que podem ainda ser salvos, não da Europa
como a superpotência moral do século 21. Acabou a era das ilusões”. Pois a
crise que afeta a Europa pode sucumbi-la nao só ao caos que já a ronda, mas a
decadência de um grande continente que moldou o mundo.
Portanto, a atual crise é alvitre de uma
fragilidade fiscal de determinados países europeus nestas nações, os governos gastam mais do que
juntam, por conseqüência acabam se endividando muito. Com a adoção do euro que constituiu
um valor comum para todas as moedas, decorreu uma expansão potente do consumo
nos países, a qual foi instigada pelas importações barateadas, o que dava inicio
a uma política monetária centralizada, que suscitou efeitos prejudiciais para
todos. Essa sim é o real drama do euro, pois não podem abandonar a moeda
comum e nem monetizar suas dívidas os país europeus estão altamente endividado
e em busca de uma solução plausível, rápida e eficaz.
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